Recentemente fui à agência do IBGE emSão Luís-MA e fui barrado logo à entrada. A razão?! Estava de camisa, calça e… sandálias!!!!! Acreditem se puder, mas no Maranhão, emSãoLuís, em 2008, o IBGE ainda barra cidadãos ávidos por conhecimento pelo fato de não estarem ensapatados.Que absurdo!!!!!
Formalismos tolos, senão idiotas como esses são o comum neste estado pobre e lascado da federação brasileira(?!). É interessante notar ue quanto mais atrasado e pobre é um lugar mais fortes são os formalismos, as exigências estapafúdias, os procedimentos extraordinários, as burocracias burrocráticas.
Ao mesmo passo que exigem que o cidadão só adentre à agência para pesquisar, informar-se e aprender sobre sua cidade, estado e país, oferecem um acervo pessimamente conservado, livros rasgados, livros incompletos. Sem contar os livros que não constam mais do acervo porque foram extraviados ou porque se desmancharam pelo uso.
Alguns censos não estão mais à disposição dos cidadãos. Livros são simplesmente JOGADOS FORA só porque os funcionários acham que não servem para nada. Me responda o leitor se o Compêndios dos Históricos da Lavoura do Maranhão é livro inútil? Pois encontrei o mesmo jogado no chão, em um canto de parede. E sabem porque estava lá???? Porque uma funcionária iluminada o SALVOU DE UM MONTE DE LIVROS QUE FORAM JOGADOS FORA e que faziam parte do acervo do IBGE de São Luís. êta estado lascado.
Talvez um incalto diga: “Há! Mas os extravios e depredações de livros são feitos pelos usuários…!” E eu confirmo, realmente são. Mas se houvessem funcionários presentes, atuantes e preocupados com a preservação e manutenção do patrimônio social isso fosse minorado. Que o diga a Universidade Fedral de Santa Catarina. Quando estudei lá por três anos consegui ter acesso a um acervo de censos do IBGE que nem o IBGE de SãoLuís possui mais. E todos bem conservados. E todos os volumes degradados pelo uso eficientemente restaurados…Preciso esticar mais este assunto? Acho que não!!
E na ufsc se pode pesquisar não apenas de sandálias, como também de bermudas.
No setor de pesquisa há apenas uma única funcionária que se destaca pelo nível excepcional do atendimento ao cidadão, seu nome é Dona Praxedes, ou Prazeres, não me recordo exatamente agora. Os demais funcionários atendem bem, mas atendem dentro do padrão exigido de um servidor (aquele que serve a alguém) público. Parabenizo a todos por isso.
Entretanto, a um funcionário descaradamente desocupado nesta agência de São Luís. Não faz nada. Absolutamente nada o dia inteiro! Sua rotina é: telefone, passeio pelo prédio, telefone, oferecimento de rifas, telefone, passeio pelo prédio, oferecimento de Abaixo-assinado, passeio pelo prédio, ida “rápida” ao banco. E se sobra mais algum tempo ele pára para descansar um pouco, pois ninguém é de ferro.
Duvido muito que a administração dessa agência desconheça essa valiosa atividade desse funcionário, mas fiquemos calados pois ele tem família e dentro de pouco tempo – uns cinco ou dez anos – deve se aposentar… Atenção: Não estou acusando, nem levantamdo denúncia, estou, digamos, COMENTANDO, coisas que vi durante vários dias em que fui coletar material nesta agência para um trabalho da universidade.
E continuamos proibidos de entrar de sandálias na agência.
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